O conto "Mal do Século", uma extração das narrativas de cunho político da novela “Vistarmada”, está disponível em Overmundo. O texto foi encomendado e recusado para uma antologia com histórias de ficção científica sobre assuntos políticos. Normal. Entretanto, não seria justo omitir algumas considerações (algumas já elaboradas na área de comentários de uma resenha de “Os Dias da Peste”, de Fábio Fernandes). Primeiro: o editor do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica não estava ciente em que seara estava se metendo, pois, se soubesse, não teria convidado um autor autotélico (definição: autor que explora aspectos “autopoiéticos” do texto narrativo). Segundo: narrativas de ficção científica não necessariamente são “histórias de carochinha” e eventualmente podem arriscar torções de formato (por exemplo, em termos de timing, o conto é 2/3 diegesis e 1/3 dénouement; e, em termos de estilo, o conto homenageia a digressão miscelânica de Laurence Sterne). Terceiro: o editor esperava “um texto mais fluente, em que a ação transcorra mais por meio dos personagens” e recebeu um ensaio sobre a formação de ideologias, corrupção moral e envenenamento psíquico das massas (apud Serge Tchakhotine). Dito isso, o conto possui, sim, uma estrutura narrativa do tipo “carochinha” (clique o gráfico acima para ver os detalhes). A presente crítica pode sugerir “orgulho ferido” ou outras coisas do gênero, mas, secretamente, celebra a recusa e conclui: a FC nacional decididamente não está preparada para dar o seu salto quântico.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
#prontofalei
O conto "Mal do Século", uma extração das narrativas de cunho político da novela “Vistarmada”, está disponível em Overmundo. O texto foi encomendado e recusado para uma antologia com histórias de ficção científica sobre assuntos políticos. Normal. Entretanto, não seria justo omitir algumas considerações (algumas já elaboradas na área de comentários de uma resenha de “Os Dias da Peste”, de Fábio Fernandes). Primeiro: o editor do Anuário Brasileiro de Literatura Fantástica não estava ciente em que seara estava se metendo, pois, se soubesse, não teria convidado um autor autotélico (definição: autor que explora aspectos “autopoiéticos” do texto narrativo). Segundo: narrativas de ficção científica não necessariamente são “histórias de carochinha” e eventualmente podem arriscar torções de formato (por exemplo, em termos de timing, o conto é 2/3 diegesis e 1/3 dénouement; e, em termos de estilo, o conto homenageia a digressão miscelânica de Laurence Sterne). Terceiro: o editor esperava “um texto mais fluente, em que a ação transcorra mais por meio dos personagens” e recebeu um ensaio sobre a formação de ideologias, corrupção moral e envenenamento psíquico das massas (apud Serge Tchakhotine). Dito isso, o conto possui, sim, uma estrutura narrativa do tipo “carochinha” (clique o gráfico acima para ver os detalhes). A presente crítica pode sugerir “orgulho ferido” ou outras coisas do gênero, mas, secretamente, celebra a recusa e conclui: a FC nacional decididamente não está preparada para dar o seu salto quântico.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Um Tupinipunk na Continuum
Augusto Paim redigiu, na revista do Itaú Cultural, uma reflexão sobre o movimento cyberpunk no Brasil (Fábio Fernandes a referendou em seu blog). E, graças aos esforços de Viktor Chagas, o livro "Piritas Siderais" (mencionado no texto) agora pode ser baixado serenamente no Overmundo.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Hipergazetas!
RT @exucaveiracover entrevista vapt-vupt com @kuja, autor de piritas siderais, sobre #hipergazetas e microblogagem.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Canais Comunicantes
Comercial de lançamento do videogame LittleBigPlanet. Estariam os sonhos dos terráqueos indo para Akasa?
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Solitaire

A neblina é o consolo do solitário. Ela preenche o abismo que o cerca.[imagem: Dan McPharlin; texto: Walter Benjamin, konvolut Baudelaire]
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Terra Incognita
Finalmente, Terra Incognita no ar! Nova revista on-line de FC editada por Fábio Fernandes e Jacques Barcia. E está lá, no primeiro volume, a noveleta com a qual eu martelei a cabeça dos dois ou três leitores desse blog durante meses. Adorei a última frase do editorial deles: Não estamos pedindo licença a ninguém. Exigimos o direito à visibilidade. Estamos aqui para invadir as casas, os computadores e as consciências de vocês. Nas palavras de J.G.Ballard, visionário precursor dos cyberpunks, nós somos os vírus do sistema. E estamos aqui para explodir as espaçonaves clarkeanas, desprogramar os robôs asimovianos, desvendar as farsas dos códigos davincis, tirar a titia úrsula k. leguin pra dançar forró, trazer o incrível, fantástico, extraordinariamente bizarro das novas gerações e dizer a vocês, tomem, este é o nosso sangue, é o nosso corpo, que é dado por vós. Vocês vão ter que nos engolir. Mas vão gostar.
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Bergmanianas
A capa da última revista Piauí colocou uma ilustração de Ian Falconer para a The New Yorker. Sei que isso não chega a ser um spoiler para um ou dois fantasmas que eventualmente acessam esse blog, mas ela representa exatamente o denouement do conto "O Irradiador", que será publicado na revista Terra Incognita, em julho.
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